
Não foi fácil cortar meu cabelo. Dentro de mim uma angústia me atormentava e dizia-me que não podia perder minha peculiaridade. A ânsia de dizer que sim para essa voz, que sim e poderia cortar meu cabelo, surgiu. E cortei.
As vezes paro pra pensar no quanto as pessoas deixam de fazer por medo do inesperado. Somos tão presos a conceitos, dogmas e um falso bem-estar, que pensar na mudança se torna tão inquietante.
È o medo da mudança. É não parar pra enxergar que ela bate à porta, e educada, pede licença. Diz que vai entrar como quem nada quer, com um sorriso no rosto, às vezes suave, outrora imponente. Apenas diz, porque o desespero de vê-la, com toda sua luz que impede que enxerguemos o futuro, faz com que não deixemos a mudança entrar.
E quando então ela chega e entra desaforadamente, apenas grita e senta no sofá da sala como se toda vida estivesse ali. Com a mudança ali, é tão óbvio: tudo muda. E não se sente mais o cheiro do velho, não se vê mais com os mesmos olhos, apenas recorda daquilo que não se encaixa mais [saudades]. Isso é o novo.
O ser humano, assim como o camaleão, tem o dom e a capacidade de se adaptar. Pra o camaleão isso é sabedoria, para o homem, é preciso coragem de enfrentar o novo e ter que esquecer o presente, que em breve será passado.
E assim desse jeito camaleão, vou experimentando as cores do arco-íris. Desfrutar a fundo os meus diferentes sentidos e provar do mel de todas as flores. De que vale a vida, se não for sempre uma novidade, uma mudança, uma eterna mocidade?
Quero poder me dar o prazer de sentir outros perfumes, de sentir outros olhos a me olhar, de renovar enquanto o tempo me torna velho. Ainda assim, não deixarei de ser eu. Com as mudanças de cor, o camaleão é camaleão. Sem elas, ele não seria ele.
Assim como esses repteis, o ser humano pode mudar, conhecer e gozar de outros ares.
E então, cortei meu cabelo.
As vezes paro pra pensar no quanto as pessoas deixam de fazer por medo do inesperado. Somos tão presos a conceitos, dogmas e um falso bem-estar, que pensar na mudança se torna tão inquietante.
È o medo da mudança. É não parar pra enxergar que ela bate à porta, e educada, pede licença. Diz que vai entrar como quem nada quer, com um sorriso no rosto, às vezes suave, outrora imponente. Apenas diz, porque o desespero de vê-la, com toda sua luz que impede que enxerguemos o futuro, faz com que não deixemos a mudança entrar.
E quando então ela chega e entra desaforadamente, apenas grita e senta no sofá da sala como se toda vida estivesse ali. Com a mudança ali, é tão óbvio: tudo muda. E não se sente mais o cheiro do velho, não se vê mais com os mesmos olhos, apenas recorda daquilo que não se encaixa mais [saudades]. Isso é o novo.
O ser humano, assim como o camaleão, tem o dom e a capacidade de se adaptar. Pra o camaleão isso é sabedoria, para o homem, é preciso coragem de enfrentar o novo e ter que esquecer o presente, que em breve será passado.
E assim desse jeito camaleão, vou experimentando as cores do arco-íris. Desfrutar a fundo os meus diferentes sentidos e provar do mel de todas as flores. De que vale a vida, se não for sempre uma novidade, uma mudança, uma eterna mocidade?
Quero poder me dar o prazer de sentir outros perfumes, de sentir outros olhos a me olhar, de renovar enquanto o tempo me torna velho. Ainda assim, não deixarei de ser eu. Com as mudanças de cor, o camaleão é camaleão. Sem elas, ele não seria ele.
Assim como esses repteis, o ser humano pode mudar, conhecer e gozar de outros ares.
E então, cortei meu cabelo.
Um comentário:
ha cortado seu cabelo, allegria, que bello debeu estar.
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