Era uma vez uma Flor
No meio de seu eu, o deserto a reencontrou
Bela, extravagante e alegre
Num deserto misterioso, ora quente ora frio
Seu perfume tinha o cheiro do mar...
E essa flor ofuscava com seu brilho que
nem o próprio deserto poderia imaginar
Que havia uma tão linda flor
No imenso de sua solidão.
E desacreditou.
E a flor percebeu, talvez, um defeito:
Estar perdida num deserto.
Mas o universo, conspiraria a favor do deserto e da flor,
Se eles não desistissem de sempre se achar.
A hisória há...
Um comentário:
É um poema muito bonito, imagino o fim da flor e a solidão eterna do deserto. Fico triste pela flor ter nascido em terreno tão hostil a sua beleza, mas esse é o destino de muitos. Acordar enquanto todos estão dormindo. Tenho pena do deserto por ter se tornado incapaz de se surpreender, e amar e aceitar essa surpresa.
Quando se desaprende a amar algo morre dentro da gente.
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