Estou cego. Perdi meus óculos sabe lá Deus como. Ando por aí sentindo falta da vida, das formas, das letras e detalhes minuciosos da multidão. Já não me interessa mais procurar, observar e olhar nos olhos das pessoas. Não os enxergo. Deduzirei com o meu sexto sentido as possíveis expressões alheias. Aguçarei meu tato, olfato e paladar pra descobrir o mundo. Meu coração agora já não pedirá a embalagem. Provarei o conteúdo sem me preocupar com a imagem. Meus óculos... ai meus óculos. Enxergava a vida quadrada sob lentes arranhadas que sujavam o horizonte. Meus óculos, ai meus óculos, porque tiveste que partir? Me deixaste a certeza de que a vida é bela quando não mais poderei vê-la.
Não tem óculos. Eu preciso de um chocolate.
Fazer poesia...
Cantar com alegria...
Brincar com Maria...
Sentir maresia...
Comer ambrosia...
Entender filosofia...
Viver sem agonia...
Rimar com o ia...
Só sintonia. Só sintonia.
Um comentário:
Oi, seu Bruno, el frances.
Nao consiguo a entender todo mais poderei pronto.
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