Pages


12 de dezembro de 2009

Compulsão

A vontade de ter algo que não é descrito é como querer nascer sem nunca existir. Cansa pelas tentativas dolorosas do querer. Me lembro sempre do poetinha Vinicius, quando me sinto assim, de noite amanhecendo e de dia escurecendo.
Sou muito compulsivo, eu sei. Tão compulsivo que ao mesmo tempo que quero escrever, já não quero mais. Quando penso que sei tudo o que posso dizer, vejo que palavras são sons mudos em meus pensamentos.

Nenhum comentário: