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13 de setembro de 2008

Volta e meia escuto as mesmas músicas. É como não esquecer o que se foi, e o que se é. Sinto saudade de Clarice Lispector pulsando em minhas veias, das noites em que me embebedava com as luzes da cidade.
Volta e meia o medo aparece no meu diálogo mudo. Das janelas via a terra, o fogo, a tempestade, as águas e o ar. Sinto saudades dos vinhos, jogados na mochila, comprados no meio de tardes atarefadas: nas taças todo o sabor de viver, um monte de sonhos bebidos apressadamente.
Lembro dos segredos contados no divã, na poltrona e no gabinete. Das histórias sórdidas de amor, de amores devassos. Toda aquela melodia foi por um verso, um mal secreto.

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