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25 de julho de 2006

The Dark Side of OZ

Um amigo havia chegado em minha casa com a novidade: assistir O Mágico de Oz. Ora, não sentia o novo na idéia de assistir um filme que me remetia a uma infância bem distante.
E nem quis lhe dizer que, a verdade mesmo, é que não me lembrava de ter assistido alguma vez na minha infância remota.
Dessa vez assistiríamos o filme ao som de The Dark Side of the Moon, um dos encomiados cds de Pink Floyd. Já tinha ouvido boatos de que o disco foi feito em adejo com a história até então boba. Como todo bom futuro jornalista, que anseia conhecer apenas para palpitar, propus-me a assistir de coração aberto. Talvez pudesse não gostar do filme, mas as músicas, que já me serviram como sendas em épocas de trevas, ouviria com louvor.
Cinco segundos de filme, cinco segundos de música, e já não me continha deitado na minha rede. Estava em momento de júbilo. Ou o criador de O Mágico de Oz, feito em 1930, foi um cara auspicioso ao extremo, ou então Pink Floyd teria alcançado a perfeição musical, a música arquitetada com cálculos.
Cada passo, gesto, ação, fala ou olhar de um dos personagens do filme são traduzidos musicalmente pela banda. O soar de uma das cordas da guitarra são nada mais, nada menos, que qualquer movimento na tela. Há sincronia e perfeita. O álbum de Pink Floyd se torna fiel trilha sonora - adulta e subliminar - do filme. Esqueça o som do filme. Não é preciso.
O sentimento envolto nas melodias vão mostrando outro universo, outra história para um filme que apenas quis dar uma lição de moral em criançinhas. Agora, a lição não era mais infantil. O Mágico de OZ já não era mais o mesmo para mim, nem para ninguém que visse e ouvisse o que eu vi e ouvi.
Para quem quer assistir o filme e não tem o cd, é só baixar na Internet “The Dark Side of the OZ”. Alguém, que agora admiro muito, fez o favor de dispor, já pronta, essa obra primorosa. Já é o filme sincronizado com o cd The Dark Side of the Moon.
A genialidade dos Pink Floyd me espanta. Só não entendo o porquê deles nunca terem assumido que trabalharam o disco em cima do filme.
Na verdade, lhes digo que é inacreditável, inimaginável, indescritível.
Odeio o eruditismo, mas nesse caso é inevitável.
é sério. Até me emociono.
bjos

8 comentários:

Cassio Brito disse...

Amigo, realmente ficou lindo seu "novo canto".
Acho que deve ter sido uma experiência e tanto.
Pagarei pra ver.
PS: Fui ao centro hj. Pensei que iria te encontrar lá.

Henrique Luna disse...

Hieros...tudo joia? Gostei demais do teu blog. Rapaz, eu fiquei curioso pra assistir. Nunca assisti o Mágico de Oz, nem esse de 30 ou qualquer outra versão, vc acredita?

The Dark Side of the Moon??? Sensacional... Beleza pura mesmo.

Um abraço

Flávia disse...

Pink Floyd já tem a capacidade de mecher com agente pura e simplesmente(não sou fã, embora reconheça a genialidade das músicas...é que algumas musicas realmente me deixam muito triste (um tendencia comum aliás))...
Esse "vídeo" é realmente muito bom!Fiquei chocada, porque agora ele faz muito mais sentido para mim, do que a músicas e cenas separadas!
:)Boa tarde! ;)

Anônimo disse...

Cara, me falaram sobre essa coincidência faz dois dias, e você posta sobre isso.

Agora eu baixo esse Dark Side of the OZ, custe o que custar.

Anônimo disse...

Meu querido,
algo novo no ar, bonito viu?
Assisti O Mágico de Oz há muito tempo, mas viajando com vc pela musica fazendo fundo ao filme, despertou-me a vontade de aceitar dica, sentar na poltrona e deixar que o espírito Pink Floyd baixe em mim me fazendo acompanhar pelos fantásticos personagens.
Vou lá..
Lindo dia,
beijosssssssssssss
Márcia(clarinha)
http://brincandocomclarinha.blogspot.com

Liliane de Paula disse...

Assisti O Mágico de Óz, já estava bem grandinha e adoreiiiiiiii. Pink Floyd, não consigo lembrar de nada agora, mas já ouvi algumas vezes.
Vc, certamente, vai ser um bom profissional. Escreve bem.
Liliane

Anônimo disse...

É realmente fantástico o que acontece nesta junção do filme com o cd.Fiquei boquiaberta com tamanha beleza, perfeição: emociona qualquer pessoa.

E o mais interessante é o fato do filme ser infantil, e se encaixar tão perfeitamente ao CD (que é denso e técnico)

O blog está lindo querido, mil beijos

Melissa disse...

Não vi o filme que vc comentou, na verdade, lembrei da frase devido minha atual situação, mas referindo-me à versão antiga. Sua indicação será levada em conta, tá? Obrigada!