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26 de julho de 2006

"A Cura de Schopenhauer"

Tentei evitar o término desse livro escrito pelo psiquiatra Irvin D. Yalom. Demorei nas últimas páginas tentando degustar o néctar de cada palavra, me deliciando com a leitura.

Arthur Schopenhauer era um grande filósofo alemão do século 18 que amava a vida em sua forma mais primitiva de todas: o ódio. Seus conceitos misantrópicos e pessimistas sobre nossa existência fizeram com que ele fosse muito menosprezado em sua época, mas hoje, ele é reconhecido como um dos maiores filósofos da humanidade, estando a altura de Kant e Platão. Sua verdade influenciou, anos depois, Freud e Nietzsche.
A solidão, o pessimismo e a descrença eram características fiéis do filósofo, que sofria de depressão crônica e conseguiu, ao meu ver, resumir a beleza da vida ao avesso; ou seja, transpondo todos conceitos negativos a respeito dela.
Deduzi, ao conhecer um pouco a obra de Schopenhauer, que ele era um amante da vida na forma mais primitiva. Seus escritos repletos de ódio, de solidão e desprezo pela existência, me fez perceber que, na verdade, representavam a crença em sua forma arcaica.
Enfim, me apaixonei por meu amigo Schop!

"No fim da vida, a maioria dos homens percebe, surpresa, que viveu provisoriamente e que as coisas que largou como sem graça ou sem interesse, eram, justamente, a vida. E assim, traído pela esperança, o homem dança nos braços da morte".

"Os reis deixaram aqui sus coroas e cetros; os heróis, suas armas. Mas os grandes espíritos, cuja glória estava neles e não em coisas externas, levaram com eles sua grandeza". Aos 16 anos.

"Feliz é o homem que consegue evitar a maioria dos seus semelhantes".

Pretendo fazer, depois, um pequeno comentário do livro. Agora, vou tomar banho e ir para a redação.
Leiam gente! É do mesm autor de "Quando Nietzsche chorou"
bjos

7 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

Boa dica, já haviam me indicado da importância que é este livro bem como o efeito que causa nos leitores.

Vou conferir, assim que terminar de ler uns da lista que sigo aqui.
abraços

Flávia disse...

HUm...estou em uma fase que precisp evitar leituras inteligentes e críticas (acredita?rsrsrsr :()...mas vou deixar a dica anotada parece ser muito bom!

Claudinha ੴ disse...

Olá! Fiquei muito feliz com sua visita e vim retribuí-la...
Gostei da dica, ainda não li, e gostei de saber que, como eu, você trata os livros com o respeito que merecem...
Até mais!

Henrique Luna disse...

Olá...

Me indicaram pra ler tbm..acho até que uma das minhas irmãs tem ele em casa, mas eu confesso que não sou muito de Schopenhauer. Claro que reconheço a importância dele, sem dúvida alguma..mas não me identifico com o lance da aniquilação do que ele chama de vontade última, que seria no caso o desejo de viver.

Mas é sempre bom ler coisas assim...vc assimila aquilo com o qual vc se identifica, aprende...

Hoje tô preferindo boas risadas e um chopp a Schopenhauer. :)

Um abraço

Flávia disse...

Boa noite ;)

Anônimo disse...

Vou aceitar a dica e saber mais sobre o livro..
Gatos, corujas, pássaros e papagaios, amuletos contra a solidão, certeza de que o mal só vence se deixarmos, morte? que nada, VIDA!
Meu ritmo? ansioso, denso, preciso e corajoso ;)
lindo dia,
beijossssssssssssss

Anônimo disse...

Além do seu notório pessismismo, Schopenhauer tb era conhecido pela ideia que ele tinha das mulheres: seres de cabelos compridos e ideias curtas. Vale lembrar que foi a ideia que filosofos como Platão e outros tantos faziam das mulheres que levou a elas serem menosprezadas como seres dotados de inteligencia e autonomia.