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18 de março de 2006

Correspondência para D.

Esse sentimento que vem a tona nos momentos mais únicos da minha vida. Quando penso em me dar o prazer de ficar só, ouvir uma música deitado na rede, bate a tristeza de todos os dias em que estive parado, inerte, improdutivo.
Não posso parar e tenho que descansar. Não sei descansar senão parado. Seria então a tristeza uma forma de descanso? O choro uma forma de consolo e de paz? Mas que paz é esta que me faz remoer pensamentos, reviver passados?
Quero vomitar palavras, especificar coisas que dão na minha cabeça que eu não consigo conciliar em meu raciocínio. Eu acho que não tenho jeito. Sinto-me preso a uma força que não permite explicar. Ou sou pretensioso em tentar explicar o inexplicável?
Que venha Deus então explicar. Que desça sobre forma de luz, de raios, ou seja lá o que for possível nesse universo e liberte-me dessa agonia. Desse nó de marinheiro, que já estou quase pondo fogo, desistindo de desvencilhar.
Mas, meu sonho maior, era poder somente entender e dizer em palavras. Essa falta de palavras é toda minha agonia e angústia. Vontade rouca de gritar e às vezes acho que sou uma repetição. Ando, ando, ando e dou no mesmo lugar. Até as palavras são as mesmas em dias, meses, anos.
Com a mente ocupada não produzo o que queria produzir. Com a mente desocupada também não. Deus! Salve-me desse vazio intelectual. Dessa penumbra que me faz perdido na estrada. Mostra-me o caminho a qual tanto desejo. Ajuda-me a encontrá-lo senão morro. Morro por dentro e a cada dia me amargo, perco as forças, as esperanças.
Hoje estou só e perdido. Amanhã estou cheio ao meu redor, ainda perdido.
Deus, quem vai me achar? Eu não me acho!
Socorro. Eu peço sim, peço uma, peço duas, peço mil vezes misericórdia.
E não me cansarei de pedir enquanto acreditar, para sempre eu sei, que irei ser correspondido.

4 comentários:

Bruno M disse...

salva te desse vazio, por favor. No entendo o sentido total mais parece de moite angustia...

Cassio Brito disse...

Viver de Flashs ridículos e que não temos saudade alguma.
Imaginar e sorrir com a descoberta do novo e em algum momento perceber que esse novo é velho. Já existiu.
Ouro falso.
Mas tudo bem.
Andaremos pelos mesmos caminhos até que encontremos um atalho.
Um atalho novo. Novo com a certeza que é nossa.
Sim, saberear o novo de novo. Esse novo tão ilusório.
Beijos

Bruno M disse...

moite bem, tudo bem. espero que voce tambem. me falta ya o brasil. que prazer de temer noticias de salvador. ALlegria!

Anônimo disse...

A angústia das palavras as vezes vem pra nos encher o saco, essa danada.
Quando sentir estes sentimentos intensos, pode dividir comigo pois eles se entenderão com os meus.

O bom humor ajuda nessas horas, trás calma até.

Um chero meu amor!