
A origem e a constituição dos valores que orientam a cultura ocidental são temas centrais da reflexão do filósofo alemão F. Nietzsche (1844-1900). Para ele, tais valores não são imutáveis nem possuem uma origem divina - visão tida como inquestionavel por parte da tradição filosófica anterior.
Na visão do filósofo, os valores se originam da exaltação das ações inerentes aos fortes, tais como a ousadia, a coragem e até mesmo a crueldade. Porém, em um dado momento, os fracos agregam-se e criam novos valores pelos quais tentarão reverter o domínio dos fortes. Assim tornam-se os "bons" em oposição aos "maus". Portanto, diz Nietzsche, o ódio, a vingança e o ressentimento dos mais fracos em relação aos mais fortes constituem a base da moral. E, ao lado disso, surge a cultura, com a finalidade de amestrar o "animal de rapina" que existe em cada indivíduo, tornando-o manso e domesticado.
" Em resumo, Nietzsche ensina que:
Por Mauricio Marsola, doutor em filosofia pela USP e professor da Faculdade São Bento e da Casa do Saber.
1. A filosofia deve ser um trabalho de questionamento radical de nossa cultura e nossa civilização, um processo de dúvida, fora de qualquer doutrina.
2. Nossa sociedade é marca por uma racionalidade unilateral, que transforma tudo em objeto de dominação e manipulação.
3. Vivemos hoje uma temporalidade aelerada, que se opõe ao ritmo lento necessário à cultura. O tempo da filosofia não é o da máquina, mas o do animal, que lentamente rumina seu alimento.
4. O que está por trás da ideologia e do homem mediano é a vulgarização e o nivelamento de todos com base no parâmetro da mediocridade."
Só para constar que concordo plenamente com Nitch.
Beijos
Hieros
Um comentário:
Eu também concordo com Nietzsche e se você diz sim eu assim embaixo..
hehehehe
beijão moço
saudades!
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