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3 de dezembro de 2005

Tolerância


O amor não se reconhece a primeiro instante. É como a maturidade, chegando e tomando espaço sem alarde. O meu amor não quer trofeu, ele é pacato, chora calado, pra não virar enredo de novela mexicana. Náufrago insistente, sedento pelo amanhã, que bóia para não cansar. Que não acredita em milagres, mas paga pra ver o que pode acontecer, mesmo que nunca aconteça. Vê portas onde não há saída, nem entrada.
Amor é assim mesmo. Não mede tempo, nem espaço. Nem esforços, nem acasos. O passado é guardado, desprendido do futuro, mas sempre presente. Vivido como espera. Sim ou não, fim ou continuação, nada importa. O presente são olhares, trocas, observar a quem se ama. Mesmo sem respostas, a cumplicidade somente causa orgasmos.
Não choro, não corro, aguardo na esfera atemporal o retorno.
Poderá nunca chegar. E não que seja uma pessoa egoísta, que sobrevive de favores e retornos.
É eterno. Pode até o ódio tomar conta, que me trará mais força para amar.
Na verdade, não sei de onde esses sentimentos surgem...
Mas, meus pensamentos, me limitam a esse amor, tornando-o sem limites.

Hieros

2 comentários:

Anônimo disse...

Oii..

vlwss ae pelo coment q vc me dexou!!

nossa.. q texto ein??? lindooooo!!!

flwss ae.. otimo sabado pra vc!!

Anônimo disse...

O Amor é o sentimento mais construtor, mais indesfarçável, e mais puro de todos.
Só ele atravessa fronteiras, move moinhos e montanhas, só o Amor acaba com todo o mal.

"ô troço de louco..corações trocando beijos, e socos" ...

Pois é ele mesmo o irmão do ódio.

"Faça Amor, não faça guerra!"

Paz & Amor pra todos nós X**