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29 de junho de 2005

Prenda Minha

Prenda, presa, prega, pulga, coça. Caras de horror, duelo interior. Briga, sangue, espirro. Branco e preto. Tragédia abstrata. Luzes e vozes se confundem na imensidão do vazio. Deus. Diabo. Santos. Alguém. Ninguém quando acende a luz. Faça, desfaça. Erre, xingue, grite, berre, agrida. Nefasto e Divino. Desconhecido. Invisível aos olhos humanos. Pulso cortado. Pulsa, expele, jorra. Vômito vermelho.
Sussuros e gemidos.
Corra, corra, corra. Fuja. Esconda-se.
Letargia.

4 comentários:

Anônimo disse...

oi amigoooo!!! massa esse floguinho!! tou com saudades e ate o segundo semestre.. beijos Virginia

Anônimo disse...

Rapaz, eu realmente acho que se você tivesse nascido numa época anterior à que estamos, você seria um bom filósofo.

(Eu, particularmente, não gosto da filosofia bitolada de hoje em dia.)

Abraços

Anônimo disse...

Que rasgação emocional foi essa?
Perfeita! Parece uma autopsia das emoçoes.
Um pouco de espume, desague, lateje, cairia bem tambem. Sem deixar de mencionar um vomite, espanque, frite e aconselhe. Transe! principalmente: Goze, acabe, desfaça e refaça tudo num só.

Letargia final foi indispensavel.

Anônimo disse...

Mundo.Mundo que grita, pulsa, chora, surpreende profundamente, atua e se mostra.Não usa máscaras pois é rei, é senhor das demandas...

Eu também.E sei que você tem um muito disso...

Adoro suas palavras.