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1 de abril de 2009

Uma antiga noite qualquer


Acordei em frente a uma parede cor de uva que devia ser vermelha; ao lado de um ruivo que devia ser moreno, com os olhos cor de mel, uma barba que me fazia cócegas. Acordei tonto, nauseado pelos nervosos goles que dei nas bebidas da noite anterior à espera da nuvem de Bethânia, que só encontrei depois de ter o pau apalpado pelo cara que mijava ao meu lado no banheiro do bar que por vezes frequentei com uma máscara de santo.
A máscara caiu; o dia amanheceu chuvoso e eu me vesti antes de tomar o café forte e amargo que ele fez para mim. Dei um beijo nele, anotei seu telefone e andei em direção de não sei aonde, com destino a lugar nenhum. A noite havia terminado e meu coração continuou vazio, cheio de ar.

Um comentário:

Tuca Mestanza disse...

Passado que por causa do seu pau apalpado o blog colocou advertência na entrada.

Onde vamos parar?