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26 de fevereiro de 2009

xizes da questão

me deparo todos os dias com um outro eu,
que não queria que existisse,
mas ele está ali.
Entro em confronto comigo mesmo,
também diariamente,
em horários variados.
Assumo então a posição de carrasco de mim,
outrora vítima,
outrora sábio.
Parte minha está na esquerda,
outra na direita,
outra é neoliberal.
Perco minha identidade diante dessa vida,
desse filme que eu não escolhi.
Pareço cão desvairado,
que ri de dor e chora de alegria
quando morde o próprio rabo.
A noite, fico feito louco alucinado.
Durmo,
acordo com os olhos inchados,
mas a alma de manhã é sempre limpa,
ou parece ser.
É no que eu acredito pra viver.

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