Estamos em 2009 e segundo os adeptos do candomblé, esse ano é de Oxossi com Iansã. Provavelmente ele será uma loucura, porque Oxossi é o deus da caça, e Iansa dos raios e tempestades. Imagino um 2009 de muita batalha pra conseguir o que se almeja. Mas espero que a paz também reine principalmente dentro de mim.
O meu reveillon não foi o mais divertido de minha vida. Foi, e espero que eu esteja certo, o mais sensato. Doses de realidade tão fortes que mal reparei na virada do ano. Os fogos estouraram como se fossem grãos de milho caindo no chão. Os pombos vestidos de branco pulavam as ondinhas, enquanto eu, manchado de vinho da cabeça aos pés, tentava catar o milho na areia, tão difícil como achar agulha no palheiro.
No meu rosto conservei o mesmo semblante: chocado com o término de 2008, que sequer ouvi a voz, ou me deixei contagiar. Na retrospectiva que fiz, só lembrei, mesmo, que sobrevivi às custas do stress e um pouco do amor. Pelo menos houve o amor para preencher o vazio.
Meu reveillon foi mais procurar um lugar legal para ficar, do que legalizar o local. Corri pra Praia da Paciência, mas estava rolando uma festa que custou 70 reais. É o terceiro ano dessa festa - num espaço público - e não vejo ninguem falar que o dinheiro arrecadado serviu para melhorar a praia, que continua suja, com um esgoto horrível e sem latas de lixo espalhadas pela areia. Me pergunto para onde vai a grana da festa e finjo não saber a resposta.
Depois da Paciência, onde tive que ter muita parcimônia, corri para a praia do Buracão antes de meia-noite. Lá, todos de branco, livres, bebendo, rezando, e fazendo mandingas. Estendi uma canga na areia e sentei com minha taça. Eu, Moises e Cassio, bebados de vinho seco.
Foi um reveillon honesto. O ano de 2008 foi barra pesada e o dia 31 de dezembro nada mais foi que uma despedida silenciosa.
Feliz 2009 pra todos.
O meu reveillon não foi o mais divertido de minha vida. Foi, e espero que eu esteja certo, o mais sensato. Doses de realidade tão fortes que mal reparei na virada do ano. Os fogos estouraram como se fossem grãos de milho caindo no chão. Os pombos vestidos de branco pulavam as ondinhas, enquanto eu, manchado de vinho da cabeça aos pés, tentava catar o milho na areia, tão difícil como achar agulha no palheiro.
No meu rosto conservei o mesmo semblante: chocado com o término de 2008, que sequer ouvi a voz, ou me deixei contagiar. Na retrospectiva que fiz, só lembrei, mesmo, que sobrevivi às custas do stress e um pouco do amor. Pelo menos houve o amor para preencher o vazio.
Meu reveillon foi mais procurar um lugar legal para ficar, do que legalizar o local. Corri pra Praia da Paciência, mas estava rolando uma festa que custou 70 reais. É o terceiro ano dessa festa - num espaço público - e não vejo ninguem falar que o dinheiro arrecadado serviu para melhorar a praia, que continua suja, com um esgoto horrível e sem latas de lixo espalhadas pela areia. Me pergunto para onde vai a grana da festa e finjo não saber a resposta.
Depois da Paciência, onde tive que ter muita parcimônia, corri para a praia do Buracão antes de meia-noite. Lá, todos de branco, livres, bebendo, rezando, e fazendo mandingas. Estendi uma canga na areia e sentei com minha taça. Eu, Moises e Cassio, bebados de vinho seco.
Foi um reveillon honesto. O ano de 2008 foi barra pesada e o dia 31 de dezembro nada mais foi que uma despedida silenciosa.
Feliz 2009 pra todos.
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