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8 de fevereiro de 2008

Festa de Iemanja, Carnaval, Ano Novo CHinês

Tudo começou muito rápido, com as horas me comendo, o sol esquentando meu rosto e fogos de saudação à Iemanjá aturdindo o meu juizo. No colchão posto no chão do meu quarto, dormia um amigo com quem beberiquei na noite passada, dando voltas pelas ruas do Rio vermelho e desfrutando das atrações musicais. A última parada havia sido no palco de rock, cheia de roqueiros, que acho entender outrora não. Voltamos para casa cedo porque não estavamos muito animados. À princípio, haviamos combinado de ir pular o Carnaval na Barra, mas algo nos espantou.
O céu no dia de Iemanjá estava azul, azulão e dessa vez eu presenciei a gloriosa manifestação de amor e respeito à Mãe de Todos de outra maneira. Trabalhei pela tv para o povo e para uma rainha, presenteada à favor da terra, do mar e do mundo. Foi uma festa de paz, de reflexão, de intuição. Eu vi que minha flor foi querida nas Terras de Aiocá logo de manhã, antes de ir trabalhar. Pra mim bastou, cantei pra o mar e nada pedi, só agradeci.
No dia seguinte estava no meio da muvuca carnavalesca. Corpos suados, mentes insandecidas com a euforia, a música e o álcool. Alegria entre pobres e ricos nitidamente. O pobre se diverte como pode, e o rico também.

Depois da quarta-feira de cinzas, voltava para casa quando alguém sopra em meu ouvido (não sei quem, pois não vi) e diz que o ano novo chinês começava naquele momento. Sinto a energia, mas penso que sou louco, apenas. Chego em casa, abro o jornal e lá está a informação: Ano no calendário chinês começa "hoje", dia 7 de fevereiro.

Coicidência ou não, o Ano Novo começou depois do Carnaval.

Foto de Carlos Castro (Bahia Fotos/AE)

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