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16 de janeiro de 2008

A morte pode dançar...

Carnaval é uma festa ótima. Sete dias da semana o povo brinca, pula e se diverte nas avenidas. Fantasias, cores, energia vibrante, luz e sexo, o verdadeiro orgasmo depois de um ano de vicissitudes. Coisa que a Bahia conhece bem. Não importa raça, não importa classe social, todos se doam de corpo e alma, uns conscientes outros não.
O melhor de tudo é ver as estrelas passarem. Cantando e nos alegrando, fazendo rir, chorar, lembrar. É um momento único para muitas vidas. Uns saem os sete dias, outros saem sozinhos, alguns para dar uma olhada. Voltam e comentam dentro de casa que o Carnaval está muito violento, mas pela televisão acompanha a festa, às vezes obrigado, ou não, se tiver directv. Jornal, revista, radio, o cobrador do onibus, e a moça dos Correios só falam em Carnaval.
É uma festa que vem gente de todo o Brasil e do mundo e acaba em romance, paixão e amor eterno. E em muito riso, sorriso e gargalhada. Tem gente que pega sapinho, aids ou herpes porque não usa camisinha na festa da carne. Ou tem gente que morre, apanha e briga porque é revoltada com a vida e a festa é da carne viva, ardida.
Os ricos se divertem em camarotes ótimos, com bebidinha, garçom bonitinho e educado, banheiros limpos com papel toalha bom e um monte pessoas tranquilas, legais, inofensivas fisicamente. Um ambiente de carnaval adequado para aqueles que querem dançar e se entorpecer sem terem a chance de serem violados, mas dispostos a violar com o carro no poste e no ponto de onibus.
É a dança da morte, da vida, da tristeza, da alegria, da saúde e da doença, do eterno enquanto dure, do bom e do mau.

Um comentário:

sambaflamenco disse...

Estuve aki =)
Aki ñ tem carnaval assim =(
saudades...me escreve!!! bacio.