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5 de novembro de 2007

Ninguém sabe de onde ele veio.

Na casa em frente, uma senhora na janela vendia mingau. Todas as vezes em que chegavam lá, a mulher de óculos fundo de garrafa e olhos distorcidos tinha uma tiradinha. Ontem só tinha mingau de milho e ela disse com uma carga dramática bem peculiar: "Deus mandou vocês dois. tinha acabado de pedir a Ele para terminar logo e eu poder ir para casa. Estou tão cansada, minha nossa senhora". O silêncio sempre tomava conta nessas horas e a conversa dos dois amigos se tornava fútil e desinteressante diante daquele drama.
Ontem, nem tanto. Mais à frente, o amigo de cabelos dourados ressuscitou a memória e lembrou do episódio. Interrompeu o amigo repentinamente, que já delirava com a conversa que narrava para o ar. Sem pestanejar a interrupção, ele respondeu decidido: "é mesmo. ela sempre tem dessas coisinhas né?". Eles eram desconhecidos naquele momento. Dois vagabundos iluminados, desacreditados das mensagens vindas do sofrimento alheio.

3 comentários:

Anônimo disse...

Nunca fiquei tão por fora do que vc escreve como hoje. Sinceramente não to conseguindo interpretar coisa alguma.
O problema é comigo?

sambaflamenco disse...

embora C. y lucas fazem parte d uma banda, esse trio é outro, pronto conocerás =)
beto. bia y yara.

adoro mingal d milho, años q bebo!
estou sentindo saudade de algumas coisas, preciso tomar un baño d mar. ¿no outoño? tô jodido!

feitey

.profusionn disse...

lindo não é?

preciso te fazer uma mala direta. mala que guarda palavras em forma de versos e poesias.

como posso sentir saudades de alguém que está tão perto... ?

saudades de vc.