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18 de julho de 2007

O tempo é benigno

Saudade de nosso entardecer. De nossas aventuras pelas ruas do Rio Vermelho, quando só eu e você sentíamos o suor correr enquanto a lua aparecia, nua, sob nossas cabeças. Quando só o prazer era suficiente pra nos fazer esquecer do mundo. Éramos deuses onipotentes, senhores do céu e do inferno interior, cheio de desejos e sonhos juvenis. Queríamos ganhar o mundo; você ganhou; ganhou por mim; e me sinto vitorioso.
Fujo de meus pensamentos saudosos, que se entorta de tanta melancolia toda vez que avisto o céu rosado de um pôr do sol. Revivo na memória aqueles momentos indescritíveis; de amor; de amor; de amor. Salvador não é mais a mesma toda vez que passo em frente a sua casa e percebo que não você não está mais lá. Meus olhos e meu coração ficam atordoados pensando em uma solução de te encontrar; em algum lugar; em alguma hora desse tempo que não passa; que simplesmente é.
Não deixo tudo isso se esvair. Choro, fecho os olhos e danço para reviver cada madrugada perdida; cada verso recitado; cada música que a gente cantava pro mar. Saudades de seu amigo que não deixou de existir e que existe pensando no dia em que estaremos juntos novamente. O tempo é benigno, eu sei.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bom ler um texto tão bonito tão cedo...
Bom dia! :)