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7 de julho de 2007

Falo tanto do tempo que até pareço estagnado. Ele me tortura, às vezes me estupra e me rouba os pensamentos, "passa a mão em mim" como disse um antigo amigo, mas continua sendo meu fascínio.
O tempo me assusta com as evidências de sua existência. Já não sou mais o mesmo desde o primeiro dia de julho e pela primeira vez permiti que essa passagem, cósmica, não sei, preenchesse meus pensamentos. Vejo destruição e renascimento, uma mudança assustadoramente maravilhosa. Aí me faltam palavras, me falta ar, não sei explicar e fico sem saber escrever...

Um comentário:

.profusionn disse...

"Meu relógio parou? Não. Mas os ponteiros parecem não andar. Não olhar para eles... Pensar em outra coisa, em qualquer coisa..."

Simone de Beauvoir