Roda Morta - reflexões de um executivo
(Sérgio Sampaio)
O triste nisso tudo é tudo isso
Quer dizer, tirando nada
Só me resta o compromisso
Com os dentes cariados da alegria
Com o desgosto e a agonia da manada dos normais.
O triste em tudo isso é isso tudo
A sordidez do conteúdo desses dias maquinais
E as máquinas cavando um poço fundo
Entre os braçais, eu mesmo e o mundo dos salões coloniais
Colônias de abutres colunáveis
Gaviões bem sociáveis vomitando entre os cristais
E as cristas desses galos de brinquedo
Cuja covardia e medo dão ao sol um tom lilás
Eu vejo o mofo verde no meu fraque
E as moscas mortas no conhaque
Que eu herdei dos ancestrais.
E as hordas de demônios quando eu durmo
Infestando o horror noturno
Dos meus sonhos infernais.
Eu sei que quando acordo eu visto a cara
Falsa e infame como a tara dDo mais vil dentre os mortais
E morro quando adentro o gabinete
Onde o sócio o e o alcagüete
Não me deixam nunca em paz
2 comentários:
Clarice embala a todos nós...
E ae brow, blz ?
kra naum conhecia teu blog... Curti pacas... Interessante e elegante rs.
Posso voltar ? rsrs...
Abraços...!
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