Pages


23 de março de 2007

Outono

Já não se pode mais ver o sol morrer do Rio Vermelho. Vejo o mar, o céu rosado formando uma imensidão de paisagem. Vejo a menina do anel de lua e estrela a me rodear por horas, até que a noite cai, fina e elegante, com um manto de brilhantes que perco a conta.
Caminhando pela orla, me deparo em sacadas que outrora estive ao lado dele, a conversar leros e boleros da vida e do tempo em que passamos juntos. Mas o sol não se põe mais no Rio Vermelho. Então subo o morro da Paciência, a mesma que me faz espera-lo voltar. Enquanto isso vou contemplando a beleza desse outono, que vai abrindo as portas para renovar o meu viver.

2 comentários:

FOXX disse...

lindo
lindo
lindo texto


=]

Cassio Brito disse...

Espero ser como uma árvore.
No outono, deixar minhas folhas secas e sem vida cairem ao chão, para que na primavera eu me roneve.
E assim vou vivendo, como uma lâmpada. Me acendo e me apago, me acendo e me apago... Até que um dia eu queime.

C