Ela apareceu repentinamente, batendo as asas serelepes e pousando sob um dos braços daquela cadeira de balanço. Seu surgimento naquele momento, de desejos e conflitos, fez evaporar a discussão torpe a respeito dos valores do mundo. Não era para menos. O grau da conversa se exaltava e tomava proporções escandalosas. A tensão no olhar dos presentes e a súbita vontade de ir embora foram cessadas com a leveza em que a Mariposa entrou no recinto.
- Olha, uma borboleta. – disse, embasbacado.
- Não. È uma Mariposa, eu conheço Mariposas. – comentou.
Talvez desobedecendo às leis da natureza, ele pegou o inseto pelas asas multicores e a levantou, mostrando-a para o mundo e deixando-a a mercê de sua boa vontade. Pobre Mariposa, ou talvez, sorte ela tivesse. Posta no chão, não mais andou.
- Voa, voa! – clamaram alguns.
- Ela está morta, não se mexe.
E por segundos reflexivos, observaram a Mariposa inerte sob a grama, feito uma folha seca com manchas azuis, verdes e amarelas. A discussão se encerrou. Não havia lágrimas para limpar a alma naquele momento, mas havia sussurros e desejos intrínsecos de que de repente, a Mariposa sumisse, alçasse vôo para longe, além do que pudessem imaginar naquele esverdeado orvalho.
- Ela morreu gente. A Mariposa morreu aqui, debaixo dos nossos olhos.
Com um gosto quase feliz pela morte, ele segurou o inseto e a levou para o alto. Soprou, crendo dispor de um dom divino, crendo que a Mariposa revivesse na imensidão. Ela caiu novamente na grama e partimos, sufocados com a morte. Inebriados com o renascimento.
- Olha, uma borboleta. – disse, embasbacado.
- Não. È uma Mariposa, eu conheço Mariposas. – comentou.
Talvez desobedecendo às leis da natureza, ele pegou o inseto pelas asas multicores e a levantou, mostrando-a para o mundo e deixando-a a mercê de sua boa vontade. Pobre Mariposa, ou talvez, sorte ela tivesse. Posta no chão, não mais andou.
- Voa, voa! – clamaram alguns.
- Ela está morta, não se mexe.
E por segundos reflexivos, observaram a Mariposa inerte sob a grama, feito uma folha seca com manchas azuis, verdes e amarelas. A discussão se encerrou. Não havia lágrimas para limpar a alma naquele momento, mas havia sussurros e desejos intrínsecos de que de repente, a Mariposa sumisse, alçasse vôo para longe, além do que pudessem imaginar naquele esverdeado orvalho.
- Ela morreu gente. A Mariposa morreu aqui, debaixo dos nossos olhos.
Com um gosto quase feliz pela morte, ele segurou o inseto e a levou para o alto. Soprou, crendo dispor de um dom divino, crendo que a Mariposa revivesse na imensidão. Ela caiu novamente na grama e partimos, sufocados com a morte. Inebriados com o renascimento.
2 comentários:
Ó que maldade com a maripousa...
A mariposa bate na janela do meu sonho, suas asas abalam os alices da minha existencia...
Que triste é estar nu no chão do quarto a desejar uma existência tão simples como a de uma mariposa tola e indiferente contra a janela.
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