- Escrever é pulsar o sangue das veias, fazer as palavras correrem feitas doidas, alucinadas. Se travar, não saem. Não escrevo pra falar o que querem ouvir. Acho que tenho uma qualidade sórdida. Por tanto falar o que os outros não querem ouvir, que me sinto assim. – desabafou.
- Assim como? – questionou.
- Como um selvagem domado pelas presas.
- Não entendi. – disse sem um esboço no rosto, concentrando o olhar num ponto distante do horizonte.
- Perdido porque não sei falar o que querem ouvir. Nem sei fazer rir ou chorar...
- A mim, você faz... – comentou baixinho, como se estivesse procurando algo naquela linha longínqua.
- Fico feliz que não estou sozinho. – sorriu e continuou a escrever. Enquanto ele, obstinado, tentava decifrar o desconhecido.
4 comentários:
Decifra-me ou te devoro. E como penso o desconhecido.
As palavras me antecedem e me ultrapassam...pena não ter ficado aquele dia...pena...
vamos nos ver ... e logo!
bjs
Oi, cara. Tudo bem? Esse texto foi de uma sensibilidade tocante, vc sempre a me surpreender.
Abraços, Juninho.
Ah, se vc não se lembra de mim, lá vai o link do meu blog: www.perfeitainperfeicao.blogspot.com
PS: eu to cursando jornalismo e fiz um novo blog apenas pra exercitar: www.soldadosdosol.blobspot.com
Abraços, Junior
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