Em frente, a mesa de dois exibia apenas um copo de uísque e uma taça de vinho. Oh! Claro. Cigarros espalhados pelos cantos compondo a noite que se desenrolara horas atrás. Ajoelhada e com os braços estendidos, a moça de tubo não sabia se berrava ou soluçava a ressaca da vida. Mais assim, obstinada, ela continuou a cuspir o rancor. Ele, já com o copo de uísque na mão, ficou olhando pela janela, sem saber se ria, ou se chorava. Naquele instante ela gritou feito bicho ferido, prestes a morrer. Suplicou seu adeus, mas ele deu de costas e foi embora.
Um comentário:
Nossa, querido depois dessa só posso te dizer pra escrever logo seu livro, pq isso é literatura pura. Me vejo lendo esse romance trágico, em que se destila a indiferença contra um coração faminto de sentimento.
Parabéns.
Abraços.
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