Estou vivendo intensamente por medo do amanhã. Ando pelas ruas perdido de mim mesmo. Não me encontro, não me acho em nenhum lugar, então corro feito um louco desesperado à procura de sensações.
Tenho sentido muito nos últimos dias. Amores, paixões, raivas, ansiedades, saudades. Saudade é a sensação que mais dói. Paixão eu administro bem, uma vez que ela se renova a cada momento.
Ontem foi dia de Iemanjá e usei um colar de Ogum, também azul. Me soltei pelas fanfarras, flores, perfumes e desejos. Em cada beco, via um ponto de exclamação. O céu estava rosa, branco, verde e amarelo. Cores de Almodóvar em toda parte.
Me perdi de alguns, me encontrei com tantos que não lembro o nome. Molhei os pés no mar, a barra da calça encharcada. Um homem bonito, sensual e carinhoso derramou uísque em mim, depois lambeu meu corpo. Arrepios a todo instante, coração batendo a mil. Vontade de bater as asas e saudar aquilo que não sei explicar.
Minhas ligações foram parar na latrina de um banheiro químico. O celular pulou de minha cueca e mergulhou num mar de dejetos humanos. Lá ficou.
A festa de Iemanjá é pura magia. Chorei, dancei, corri, pulei e acordei só, deitado na areia de uma praia deserta. Já não tinha mais a mim. Não sabia mais de nada, a não ser que tinha o oceano escuro sob meus olhos. Levantei-me e quando dei por mim, só me restava a roupa do corpo. Com os pés descalços, pisei na lama deixada pelo povo e fui embora. As minhas havaianas azuis devem ter caminhado para os braços de Iemanjá. Odoiá.
Tenho sentido muito nos últimos dias. Amores, paixões, raivas, ansiedades, saudades. Saudade é a sensação que mais dói. Paixão eu administro bem, uma vez que ela se renova a cada momento.
Ontem foi dia de Iemanjá e usei um colar de Ogum, também azul. Me soltei pelas fanfarras, flores, perfumes e desejos. Em cada beco, via um ponto de exclamação. O céu estava rosa, branco, verde e amarelo. Cores de Almodóvar em toda parte.
Me perdi de alguns, me encontrei com tantos que não lembro o nome. Molhei os pés no mar, a barra da calça encharcada. Um homem bonito, sensual e carinhoso derramou uísque em mim, depois lambeu meu corpo. Arrepios a todo instante, coração batendo a mil. Vontade de bater as asas e saudar aquilo que não sei explicar.
Minhas ligações foram parar na latrina de um banheiro químico. O celular pulou de minha cueca e mergulhou num mar de dejetos humanos. Lá ficou.
A festa de Iemanjá é pura magia. Chorei, dancei, corri, pulei e acordei só, deitado na areia de uma praia deserta. Já não tinha mais a mim. Não sabia mais de nada, a não ser que tinha o oceano escuro sob meus olhos. Levantei-me e quando dei por mim, só me restava a roupa do corpo. Com os pés descalços, pisei na lama deixada pelo povo e fui embora. As minhas havaianas azuis devem ter caminhado para os braços de Iemanjá. Odoiá.
Um comentário:
Queria ter visto você por la´...
hehehe
Muitas vivências!
É bom aprender assim... hehehe
beijão,
saudades!
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