Pages


18 de janeiro de 2007

Nós, humanos.

Nesses mundos felizes, as relações de povo a povo, sempre amigáveis, jamais são pertubadas pela ambição de dominar seu vizinho, nem pela guerra que lhe é consequência. Não há nem senhores, nem escravos, nem privilégios de nascimento; só a superioridade moral e inteligente estabelece a difrença das condições e dá a supremacia. A autoridade é sempre respeitada, porque não é dada senão a quem tem mérito, e se exerce sempre com justiça. O homem não procura se elevar acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é chegar à classe dos Espíritos puros, e esse desejo incessante não é um tormento, mas uma nobre ambição que o faz estudar com ardor para chegar a igualá-los.
Todos os sentimentos ternos e elevadsos da natureza humana se encontram aumentados e purificados; o ódio, os ciúmes mesquinhos, as baixas cobiças da inveja são ali desconhecidas; um laço de amor e de fraternidade une todos os homens; os mais fortes ajudam os mais fracos. Eles possuem mais, ou menos, segundo tenham mais, ou menos, adquirido pela sua inteligência, mas ninguém sofre por falta do necessário, porque ninguém está em expiação; numa palavra, ali - nos mundos felizes - o mal não existe.
Em vosso mundo, tendes a necessidade do mal para sentir o bem, da noite para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde; nos mundos superiores, esses contrastes não são necessários; a eterna luz, a eterna beleza, a eterna serenidade da alma, proporcionam uma eterna alegria que não são pertubadas nem pelas an~´ustias da vida material, nem pelo contato dos maus, que ali não têm acesso.
Eis que o espírito humano tem mais dificuldade em compreender; ele foi engenhoso para pintar os tormentos do inferno, e não pôde jamais representar os gozos do céu; e porque isso? Porque, sendo inferior, não suportou senão penas e misérias, e não entreviu as claridades celestes; não pode falar daquilo que não conhece; mas, à medida que se eleva e se depura, o horizonte se ilumina, e ele compreende o bem que tem diante de si, como compreendeu o mal que ficou atrás de si.

O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. III, 10 e 11

Um comentário:

Anônimo disse...

no BA tv ao vivo em?!! hehehhe.. tah famoso. Atualiza isso aki rapa.