Fiz da música a minha droga nesse reveillon. O suor que expeli acionou determinado neurônio de meu sistema nervoso que produziu alguma substância similar àquela quando estamos bêbados. Dancei por dançar, simplesmente. Deixei meu corpo se manifestar com total liberdade e descobri, depois de muito tempo, que o álcool é uma muleta da qual raramente precisamos.
Minha festa foi de água de côco, mas também de suco de melancia, caldo de cana e muita água. Aliás, me apaixonei pelo suco de melancia, que custava um real e era servido em um copo minúsculo de 250 ml. Parecia algum energético, pois ficava elétrico como quem tomasse uns dez copos de cerveja.
A virada do ano mais um vez me trouxe descobertas importantes. E tenho certeza de que nada acontece em vão, muito menos uma amidalite em véspera de festa. Um homem na festa ficou em minha frente com os olhos fitados nos meus a ponto de um amigo dizer: "eu estou me sentindo invadido por você". Não dei bola, afinal ele era hetero e seriam horas a fio para que fossemos apresentados. Quando tiver que vir, virá, impávido que nem Mohammed Ali.
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