O primo com quem vivi toda minha infância faleceu após uma parada respiratória no domingo, às 5 horas da manhã. Momento que estava sentado na balaustrada do Rio Vermelho fumando um beck e conversando amenidades com amigos de bar. De longe ouvia-se o som de Pink Floyd no barzinho de esquina, onde horas antes estava tomando uma cerveja.
Eram apenas cinco horas da manhã do domingo que consegui folga no trabalho. Eu vestia rosa. Um tom bebê, que renascia em outro universo naquele instante.
Meus olhos se encheram de lágrimas quando recebi a notícia pelo mesmo celular que me notificou de diversas mortes em favelas da cidade.
Descobri que nunca estive cara a cara com a morte, apesar de presencia-la todos os dias da forma mais cruel e desumana. Ainda que estivessemos há anos sem trocarmos nossos sorrisos infantis, como fazíamos, senti no peito parte da minha infância sumindo, dando chances para outras realidades.
Foi a vida que surgiu naquela Aurora.
Foi a Aurora mais triste e mais bonita que já vi.
Um comentário:
Arrepiei-me ao ler esse post.
Com certeza, mesmo sem trocar risos infantis, neste domingo morreu com ele uma parte de vc que tava guardada em algum cantinho do seu amago.
Meus pesamens amigo.
Respira e continua.
Afinal, essa infancia que vc fala, eh ou nao eh a tal Aurora da vida que ja foi embora?
Estanmos agora no comeco do entardecer. Meio-dia em nossas vidas. So esparando a noite chegar, daqui ha uns varios anos, ou nao.
Nao se preocupa, meu Pai ja viu voce aqui comigo nas cartas e nos buzios.
Arruma as malas que te mando as coordenadas. Ele disse pra vc falar com ele o que precisar pois ele quer muito que vc venha me encontrar. Me disse que isso TEM QUE acontecer e que ele da toda a forca possivel.
Sem prepara.
Bjos.
Sobre o post de Priscila:
A vida segue, mas o brilho nao para nunca, HONEY!
MUITO GLOSSSSSSSSSSS
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