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30 de dezembro de 2006

Febre, virada do ano e a "maldita" esperança

Final do ano está chegando e acordei essa manhã com 38 de febre. Quem poderia explicar isso, além de Deus?
Estive pensando - é apenas o que sei fazer - a respeito da passagem do tempo. Cheguei a sábia conclusão - ou nem tanto - que o tempo não passa: ele é um só e está ali, inerte às nossas ânsias.
Comemorar a "virada do ano" é comum ao ser humano, que necessita de subterfúgios para criar expectativas, para não deixar a esperança morrer.
Caro Nietzsche me disse uma vez em seu livro Humano, demasiado Humano, que a esperança é o derradeiro mal. Segundo ele, quando a caixa de Pandora foi aberta e os males nela encerrados por Zeus escaparam até o mundo do homem, ainda permaneceu, sem que ninguém soubesse, um último mal: a esperança. Ela é o pior dos males, porquanto prolonga o tormento.
Independente de Nietszche, acho que a esperança e a virada do ano fazem parte da vida na terra (apesar de serem tormentos - como considera o filósofo). Poderia por um instante não comemorar reveillon e passar dentro de casa, lendo um bom livro. Mas, talvez por me sentir cada vez humano, irei ver o mar, pular sete ondas e saudar Iemanjá.
Feliz Ano Novo a todos.
Minha febre logo irá passar, ah se vai!

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