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16 de novembro de 2006

A vida anda passando a mão em mim, novamente.
Como estou com a pele seca,a vida se arranha em meus poros.
Todo noite quando chego em casa, depois do trabalho, me deparo com um quarto sem chão, um colchão sem espumas. Deito-me com a esperança do amanhã, que se um dia acabar, prefiro não acordar.
Enquanto a lua troca de lugar com o sol, meu despertador toca berrante no meu pé de ouvido. Acordo esbaforido, com medo de pisar os pés na rua.
Se pudesse, ficaria em casa esperando o tempo passar, algum amor chegar, um céu, um sol brilhar.
Mas contento em ter que ver o sol morrer, da sacada da Paciência, que me traz a calma de continuar a viver. Minhas expectativas somem diante dos meus sonhos mirabolantes, cheios de luxo, pouco lixo.
É isso.
Prefiro a dor que a desesperança.

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