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18 de dezembro de 2005

Pela calçada

Eu sou um poeta das dores.
Poeta dos sabores e dissabores...
Poeta dos sons dissonantes da urbanização
Poeta do sol, da lua
Poeta da rua.
Eu sou poeta sozinho
Perdido em caminhos
Sem razão.
Mas a minha loucura não corroi
Me deixa sem eira, solto, leve
No ponto certo de qualquer direção.
Eu sou poeta do mundo
Dos becos escuros,
Do lodo do chão.
Eu vejo a devastação dos poetas
As portas fechadas para o coração.
Eu não preciso fazer poesia
Nem pôr rima em cima de linha.
Quando penso sou amante
Quando amante sou poeta de mim.

7 comentários:

Anônimo disse...

Eu adorei o final..."Eu não preciso fazer poesia/Nem pôr rima em cima de linha".
Você já é a própria poesia, Hi.
Te adoro viu, assim...de graça.
Beijão, continua escrevendo.

Anônimo disse...

pô, adorei!
Profundííssimo.
Só vai me fazer pensar mais e mais.
Ai... Até que ponto isso é bom?!
:|
Um beijo
amo-te!

Anônimo disse...

Magnifico! Obrigado pela visita ao meu blog, fiquei assim a conheçer uma alma bem virada para a poesia! "Quando penso sou amante, quando amante sou poeta de mim" -->
contemplas e pensas sobre o que tu próprio pensas.
Voltarei
[]Serpente Emplumada

Anônimo disse...

As palavras pulam do seu ser, e transformam-se em pura poesia bruta.

Muito legal, adorei!

Um bjo amigo

=**

Anônimo disse...

É, bem sei como são estes momentos únicos em que a criação fala mais alto que o criador.
Escrever é um dom, pra poucos.
Assim como um grito de originalidade.
As vezes, parece que gritamos dentro de uma salinha, bem fechada, o mais alto, mais alto, e ninguém parece nos ouvir.
Mas a arte é assim mesmo.
Só quem tem os sentidos apurasíssimos é que consegue sentir a emoção de ver/ler/sentir/tocar... se apaixonar.
Te amo amigo.
Vc escreve maravilhosamente bem.
Desejos são apenas desejos, mas não paro de desejar.
Que vc tenha o melhor natal do mundo.
De seu amigo, pra sempre...
(Pra sempre existe???)
Cássio

Anônimo disse...

Olá, vim agradecer a visita e dizer-te que gostei deste novo canto cheio de poesia e música. Abraço e Boas Festas

Anônimo disse...

Seria todo poeta um poeta das dores? Por que é mais fácil criar nesses momentos ruins do que nos bons? Ó alma humana... que só funciona aos trancos e barrancos! Grrrrrrrr....