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16 de dezembro de 2005

Amigos, por Oscar Wilde

"Escolho meus amigos não pela pele", ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angustias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.''
Oscar Wilde

3 comentários:

Anônimo disse...

Me agrada!
E muito...
:)
Até desperta a vontade de estar mais próxima de ti pra descobrir essa "alma"... hehehe
Um beijo pra ti!
Lhe espero hoje!!!
VIvi

Anônimo disse...

Eu gosto muito de Oscar Wilde. Já leu 'O Retrato de Dorian Gray' o homem que jamais envelheceria ao menos que olhasse seu retrato? O livro é muito bom.

Acho que você tem algo muito em comum com Oscar Wilde.

Uma vez folheando umas dessas revistar de fofocas e futilidades das socialites de SP e RJ, eu achei uma citação super interessante dele, inclusive foi a partir daí que conheci esse escritor maravilhoso.

Como as coisas são não é mesmo, nunca pensei encontrar algo que me interessaria tanto em uma revista daquele tipo, que na realidade costumo ver só por distração vazia mesmo.

Mas enfim, a matéria da revista na realidade era sobre o livro 'A Balada do Cárcere de Reading', que foi a ultima obra de Oscar, que por obsequio ele escreveu quando estava preso em 'Reading' que vem a ser uma prisão tipo ALCATRAZ.

Sabe porque ele foi preso, por práticas de Homossexualismo com o filho do Conde, rs.

Mas voltando a citação que foi destacada na matéria, ela vazia algumas citações que me interessaram muito. Mas a que me chamou mais atenção, foi quando vi o seguinte:

Certa vez em uma de suas viagens à Inglaterra, local que Oscar gostava muito, ele chegou na alfândega apenas com sua mala que costumava portar sempre.

Daí lhe perguntaram se ele não tinha nenhuma bagagem.

E ele sabiamente repsondeu:

“'Nada a declarar; Há não ser minha genialidade”.

Nesse ponto acho vocês muito parecidos. Você não fala muito de você, mas mostra quem é pelas coisas que escreve. Parabéns.

Desejo que seja muito feliz e que encontre esse seu verdadeiro AMOR e que ele não seja tão utópico e não recíproco como o meu é.

Esses são os votos de seu mais novo AMIGO.

‘Eu’

Juan Amaral

Anônimo disse...

Que lindo!
A mais pura verdade isso, porque no final são sempre as diferenças que formam as igualdades.
Beijoooos Hi.